12 de Setembro, 2026 · Desert Diamond Arena, Glendale, Arizona, Estados Unidos
King
6-0-0
Sem rankingNova Orleans, Louisiana | 22 anos
Rosas
8-1-0
Sem rankingClovis, Novo México | 23 anos
Cinco Minutos Contra Quinze
O Rosas acaba com as lutas dele antes do segundo sino. O King constrói as dele até o fim do round. Um dos dois vai ter que lutar no relógio do outro.
Conviccao
Convicção 5, e não mais, por um motivo que nenhuma prosa resolve: não existe um único número de UFC nesta luta. Tudo que eu tenho dos dois foi produzido contra adversários de circuito regional, e o melhor nome que o King bateu é um veterano de 13-10 aos 36 anos. Some a isso que o argumento mais fácil da luta não fecha: a altura do Rosas muda de fonte para fonte, 1,75m no Sherdog e na ESPN, 1,71m no UFC.com e 1,70m no UFCStats, então dá para dizer que o King é mais alto e só isso. O que sustenta o pick é outra coisa, e é específica: o King foi construído no peso pena, nunca lutou em outra divisão, e as duas paradas dele em 2026 chegaram no fim do round por acúmulo, a 4:54 e a 4:09, não de um golpe sorteado. Do outro lado, a versão do Rosas que resolve tudo em cinco minutos é a de 2023, com as três finalizações de R1 empilhadas em dez semanas daquele ano. O que não deixa passar de 5 é o resto do quadro: o Rosas acabou de finalizar a 3:50 do quinto round de uma luta de cinturão, então o fim de luta também é terreno dele, e as quatro finalizações dele não pedem posição dominante, nascem de entrelace e aparecem até de baixo. Estou apostando numa ausência de dado do lado do King, que nunca perdeu nem apanhou de verdade em público, e ausência de dado não é muralha.
Convicção 5, e não mais, por um motivo que nenhuma prosa resolve: não existe um único número de UFC nesta luta. Tudo que eu tenho dos dois foi produzido contra adversários de circuito regional, e o melhor nome que o King bateu é um veterano de 13-10 aos 36 anos. Some a isso que o argumento mais fácil da luta não fecha: a altura do Rosas muda de fonte para fonte, 1,75m no Sherdog e na ESPN, 1,71m no UFC.com e 1,70m no UFCStats, então dá para dizer que o King é mais alto e só isso. O que sustenta o pick é outra coisa, e é específica: o King foi construído no peso pena, nunca lutou em outra divisão, e as duas paradas dele em 2026 chegaram no fim do round por acúmulo, a 4:54 e a 4:09, não de um golpe sorteado. Do outro lado, a versão do Rosas que resolve tudo em cinco minutos é a de 2023, com as três finalizações de R1 empilhadas em dez semanas daquele ano. O que não deixa passar de 5 é o resto do quadro: o Rosas acabou de finalizar a 3:50 do quinto round de uma luta de cinturão, então o fim de luta também é terreno dele, e as quatro finalizações dele não pedem posição dominante, nascem de entrelace e aparecem até de baixo. Estou apostando numa ausência de dado do lado do King, que nunca perdeu nem apanhou de verdade em público, e ausência de dado não é muralha.
O PONTO QUE DECIDE
Os Primeiros Cinco Minutos Decidem
O Jessie Rosas tem nove lutas como profissional e só uma delas chegou aos cartões. Cinco das oito vitórias acabaram no primeiro round, três por finalização e duas por nocaute técnico, e a mais rápida durou 12 segundos. Some tudo: são 56 minutos de carreira em nove lutas, e quase 24 desses minutos vieram de uma luta só, o cinturão do UWC em junho. Tira essa e o resto do cartel dele cabe em pouco mais de meia hora. O Rosas não administra luta, ele encerra. O Sean King faz o oposto e faz de propósito. Ele mesmo já explicou o plano em fevereiro: trabalhar por fora, ditar o ritmo, ir cobrando. Os números batem com a fala. As duas paradas dele em 2026 vieram no fim do round, a 4:54 do R1 contra o Dumar Roa e a 4:09 do R2 contra o Dimitre Ivy, e as duas decisões dele são 15 minutos limpos, uma delas contra o Anthony Toro, que entrou com sete lutas profissionais contra as duas dele. O King precisa de tempo. O Rosas precisa que não tenha tempo nenhum. A luta é essa e só essa. Se os primeiros cinco minutos virarem grappling, o Rosas está na janela em que resolveu cinco lutas. Se forem de distância, o King começa a somar, e aí aparece a data que quase ninguém olha: as três finalizações do Rosas no primeiro round estão todas dentro de dez semanas de 2023, e desde abril daquele ano ele finalizou uma vez só, a 3:50 do quinto round.
O Jessie Rosas tem nove lutas como profissional e só uma delas chegou aos cartões. Cinco das oito vitórias acabaram no primeiro round, três por finalização e duas por nocaute técnico, e a mais rápida durou 12 segundos. Some tudo: são 56 minutos de carreira em nove lutas, e quase 24 desses minutos vieram de uma luta só, o cinturão do UWC em junho. Tira essa e o resto do cartel dele cabe em pouco mais de meia hora. O Rosas não administra luta, ele encerra. O Sean King faz o oposto e faz de propósito. Ele mesmo já explicou o plano em fevereiro: trabalhar por fora, ditar o ritmo, ir cobrando. Os números batem com a fala. As duas paradas dele em 2026 vieram no fim do round, a 4:54 do R1 contra o Dumar Roa e a 4:09 do R2 contra o Dimitre Ivy, e as duas decisões dele são 15 minutos limpos, uma delas contra o Anthony Toro, que entrou com sete lutas profissionais contra as duas dele. O King precisa de tempo. O Rosas precisa que não tenha tempo nenhum. A luta é essa e só essa. Se os primeiros cinco minutos virarem grappling, o Rosas está na janela em que resolveu cinco lutas. Se forem de distância, o King começa a somar, e aí aparece a data que quase ninguém olha: as três finalizações do Rosas no primeiro round estão todas dentro de dez semanas de 2023, e desde abril daquele ano ele finalizou uma vez só, a 3:50 do quinto round.
Verdade A
O Rosas é o homem mais perigoso do primeiro round da luta. Faixa-roxa, prata no Mundial Juvenil da IMMAF em 2019, aos 16 anos, quatro finalizações, cinco vitórias no R1 e nenhuma delas passando de 3:16. Nesse recorte, ele é claramente o mais completo dos dois.
Verdade B
Passados esses cinco minutos, tudo que a luta paga é do King. Ele é o homem mais alto, é peso pena de nascença contra um peso galo subindo de divisão, tem duas decisões de 15 minutos no cartel e duas paradas em 2026 que só chegaram porque ele acumulou até o fim do round.
Tale of the Tape
As fontes não fecham. Sherdog e ESPN listam o Rosas em 1,75m, o UFC.com em 1,71m e o UFCStats em 1,70m. O King é o mais alto em qualquer uma das leituras, mas não dá para cravar a diferença.
O UFC não publicou a envergadura do King. Com 1,83m, a vantagem de alcance é praticamente certa, mas não existe número oficial para cravar.
Bases opostas, o que abre a esquerda do Rosas e o low kick de fora do King.
O Sherdog e a ESPN listam a academia do Rosas como MMA Lab, que fica no Arizona, mesmo estado onde o card acontece.
O Rosas conquistou o cinturão dos galos do UWC há três meses. O King nunca lutou em outra categoria.
Momento Atual
Sean King
Luta principal do Fury FC 122, no estado dele. Parou um veterano de 23 lutas com 7 finalizações no cartel, com cotoveladas e socos a 4:09 do R2.
TKO R2Única finalização profissional dele. Triângulo de braço encaixado a 1:40 do R2, jogo de chão limpo e paciente.
Sub R2Foi quebrando um colombiano de 50 lutas profissionais e parou nos socos a 4:54 do R1, a seis segundos do sino.
TKO R1Enfrentou o Anthony Toro, que chegou com sete lutas profissionais contra as duas dele, e levou os três rounds. Melhor prova de que aguenta 15 minutos.
Decisão UnânimeFury FC 106, em casa. Segunda decisão seguida, contra um adversário verde. É a luta mais fraca do cartel dele.
Decisão UnânimeQuatro lutas em onze meses, quatro vitórias, três paradas. Em fevereiro ele disse que o plano do ano era vencer três vezes e conseguir a vaga no Contender Series. Fez exatamente isso, ganhou a vaga no Contender Series, e aí o UFC decidiu que não precisava ver mais nada e o colocou direto no octógono. A última foi em julho, em Westwego, na Louisiana, com o nome dele no cartaz do evento. Está afiado e ativo, e a única ressalva real é o calibre: o melhor cartel que ele bateu é 13-10.
Jessie Rosas
Cinturão dos galos do UWC em Tijuana. Triângulo de braço a 3:50 do R5 contra um veterano de 39 lutas. Foi a primeira vez que ele passou do terceiro round na carreira.
Sub R5Volta depois de 14 meses parado. Parou o argentino em 2:38 do primeiro round.
TKO R1Fury FC 95. A única decisão em nove lutas profissionais. Controlou os 15 minutos sem finalizar.
Decisão UnânimeÚnica derrota como profissional. O Lewis chegou nas costas e encaixou o mata-leão a 1:55 do R1. Como amador ele já tinha perdido a final do Mundial Juvenil da IMMAF de 2019 para o Leandro Gomes, por decisão unânime.
Sub R1Anaconda a 1:25. Terceira finalização seguida no primeiro round, as três dentro de dez semanas de 2023.
Sub R1Três vitórias seguidas e um cinturão do UWC conquistado em junho, no quinto round, contra um veterano de 39 lutas. Dentro do octógono ele está bem. Fora dele, as últimas semanas foram um caos: assinou de última hora para enfrentar o Miles Johns no UFC Vegas 120, em agosto, e foi vetado pelos médicos por uma lesão de pele que a organização temeu ser herpes e que a família dele garante ter sido ralado de tatame. Em vez de remarcar, o UFC cortou ele do elenco, e voltou atrás no começo de setembro para encaixar ele aqui. Ele nunca teve um camp completo pela organização. Antes de tudo isso, ele ainda tinha ficado 14 meses parado entre agosto de 2024 e outubro de 2025.
Nivel de Competicao
Nenhum dos dois enfrentou alguém com passagem pelo UFC, e essa é a informação mais importante desta seção. O melhor nome do cartel do King é o Dimitre Ivy, 13-10 aos 36 anos, e o mais experiente é o Dumar Roa, um colombiano de 22-28 em 50 lutas. Do lado do Rosas, o melhor nome é o Erick Ruano, 28-11 aos 38 anos, o veterano que ele finalizou no quinto round em Tijuana, pelo cinturão vago dos galos do UWC. Os outros oito adversários somados entre os dois cartéis têm cartel negativo ou menos de dez lutas. Não existe ressalva de calibre de um lado para o outro: o nível é o mesmo, é circuito regional dos dois lados, e é exatamente por isso que essa luta funciona como régua. O que ela mede é qual dos dois estilos sobrevive ao primeiro contato com o padrão do UFC.
Comparacao Estatistica
Lutas Profissionais
Nenhum dos dois tem uma única estatística oficial de UFC. Tudo nesta seção foi contado luta a luta no cartel profissional dos dois.
Rounds Profissionais Disputados
O Rosas tem quatro rounds a mais de estrada, e cinco deles vieram de uma luta só, a de cinturão em junho.
Minutos Totais de Carreira
Praticamente empatados, por caminhos opostos: 30 dos 51 minutos do King saíram de duas decisões, e 24 dos 56 do Rosas saíram de uma luta só.
Tempo Médio de Luta (min)
Dois minutos de diferença por luta. Traduzindo: o King espera o round render, o Rosas encerra antes.
Vitórias Antes dos Cartões (%)
Conta nocaute técnico e finalização juntos. Das 6 paradas do Rosas, 4 são finalizações; das 4 do King, 3 são nocautes técnicos.
Vitórias no Primeiro Round
O número mais perigoso da luta para o King. Cinco das oito vitórias do Rosas acabaram no R1, três por finalização e duas por nocaute técnico, e nenhuma delas passou de 3:16.
Vitórias por Decisão (%)
O Rosas foi aos cartões uma vez em nove lutas profissionais, e é isso que esta linha mede: 1 das 8 vitórias, 13%. A outra vitória dele que não é nocaute nem finalização é a estreia de 2022, vencida por desqualificação, e o Sherdog guarda essa numa quarta coluna, a de outros. Na distribuição por método, que só tem três colunas, ela entra na de decisão para o cartel fechar nas 8 vitórias.
Nocautes Técnicos na Carreira
As duas paradas do Rosas vieram cedo, uma em 12 segundos. Das três do King, duas vieram por acúmulo no fim do round, a 4:54 e a 4:09, e a terceira é a estreia profissional dele, nos socos a 32 segundos do R1 contra o Angel Martinez.
King lidera em 3 categorias · Rosas lidera em 5
Distribuicao de Vitorias e Derrotas
Vitorias
KO/TKO
Submissao
Decisao
O King resolve 4 das 6 vitórias antes dos cartões e resolveu as três lutas de 2026, mas o jeito muda conforme a fase da carreira. As duas paradas por golpe de 2026 vieram no fim do round, por acúmulo, a 4:54 do R1 contra o Dumar Roa e a 4:09 do R2 contra o Dimitre Ivy. A terceira parada por golpe do cartel é a estreia profissional dele, em abril de 2025, nos socos a 32 segundos do R1 contra o Angel Martinez. Quer dizer: as duas coisas estão no cartel, e a versão recente dele é a que cobra no fim do round. As duas decisões são de 2025, contra os dois adversários mais fracos do cartel. O Rosas é o finalizador mais concentrado dos dois: 6 das 8 vitórias por parada, 4 delas por finalização, e cinco resolvidas ainda no primeiro round. E vale olhar de onde vêm essas finalizações, porque muda a leitura da luta: chave de braço, triângulo com chave de braço, anaconda e triângulo de braço. Nenhuma nasceu de controle nas costas, o que significa que ele não precisa de posição dominante para acabar com a luta. Uma ressalva de contagem, porque as fontes não cabem em três colunas: o Sherdog abre as 8 vitórias do Rosas em 2 nocautes técnicos (25%), 4 finalizações (50%), 1 decisão (13%) e uma quarta coluna de outros (13%), que guarda a estreia de 2022, vencida por desqualificação depois de uma joelhada ilegal do Eliu Trujillo. Aqui só existem três colunas, então essa vitória entra na de decisão, que funciona como a coluna das vitórias em que ele não parou o adversário, e a divisão fecha nas 8. Na prática, o Rosas foi aos cartões uma vez em nove lutas.
Derrotas
KO/TKO
Submissao
Decisao
Aqui não tem padrão para ler, e é importante dizer isso em vez de inventar um. O King nunca perdeu, nem como profissional nem nas sete lutas amadoras, então a coluna dele é literalmente vazia. Isso não é o mesmo que ser inquebrável: é ausência de dado, e ninguém sabe o que acontece quando ele apanhar de verdade pela primeira vez. O Rosas tem uma derrota só como profissional, o mata-leão do Keenan Lewis a 1:55 do R1 em março de 2024, e uma derrota não constrói padrão nenhum. Fora do cartel profissional existe mais uma: a final do Mundial Juvenil da IMMAF de 2019, perdida por decisão unânime para o Leandro Gomes. A única coisa que ela mostra é o que aconteceu naquela noite: quando alguém chegou nas costas dele, a luta durou menos de dois minutos. Nenhum dos dois tem amostra para conversa sobre queixo, e quem apostar como se tivesse está apostando em nada.
Perfil de Habilidades
King
vs
Rosas
Striking em Distância
+3 King
É o homem mais alto dos dois e chega com um plano declarado de trabalhar por fora. Foi assim que ele quebrou o Roa e o Ivy, cobrando de longe até o fim do round.
Striking em Curta Distância
+1 Rosas
Na curta, ganha quem quer estar lá. O Rosas precisa desse espaço para o corpo a corpo e a queda; o King precisa não estar nele.
Poder de Nocaute
+1 King
3 nocautes técnicos em 6 vitórias contra 2 em 8, mas o Rosas tem a parada mais rápida das duas carreiras, 12 segundos.
Defesa de Striking
Equilibrado
Nenhum dos dois tem estatística oficial e nenhum dos dois foi nocauteado. Dos dois lados isso é ausência de dado, não muralha.
Grappling e Clinch
+2 Rosas
Faixa-roxa, prata no Mundial Juvenil da IMMAF em 2019 e 4 finalizações profissionais, todas de entrelace: chave de braço, triângulo com chave de braço, anaconda e triângulo de braço. O King também finaliza, tem um triângulo de braço no cartel profissional e dois mata-leões entre as sete vitórias amadoras, mas o especialista é o Rosas.
Cardio (3 rounds)
Equilibrado
O King tem duas decisões limpas de 15 minutos. O Rosas acabou de finalizar no quinto round de uma luta de cinturão. Os dois provaram fôlego, por caminhos diferentes.
O King ganha a luta que acontece a um braço e meio de distância. O Rosas ganha a luta que acontece grudado na grade. Não existe uma terceira luta aqui, e o desempate é quem impõe a distância nos primeiros cinco minutos.
Previsao Final
A Tese
Conviccao5/10A tese é: Sean King vence porque é o peso pena de nascença desta luta, nunca competiu em outra divisão, enquanto o Rosas sobe do peso galo três meses depois de conquistar um cinturão nos 135 libras e segue listado em 135 pelo Sherdog e pelo UFC.com; porque as duas paradas dele em 2026 vieram de acúmulo no fim do round, a 4:54 do R1 contra o Dumar Roa e a 4:09 do R2 contra o Dimitre Ivy, que é o tipo de vitória construída e não sorteada, com duas decisões de 15 minutos limpas para sustentar isso; e porque a versão do Rosas que resolve tudo no primeiro round tem três anos de idade, já que as três finalizações dele no R1 estão todas dentro de dez semanas de 2023 e a única finalização desde então veio a 3:50 do quinto round.
A tese é: Sean King vence porque é o peso pena de nascença desta luta, nunca competiu em outra divisão, enquanto o Rosas sobe do peso galo três meses depois de conquistar um cinturão nos 135 libras e segue listado em 135 pelo Sherdog e pelo UFC.com; porque as duas paradas dele em 2026 vieram de acúmulo no fim do round, a 4:54 do R1 contra o Dumar Roa e a 4:09 do R2 contra o Dimitre Ivy, que é o tipo de vitória construída e não sorteada, com duas decisões de 15 minutos limpas para sustentar isso; e porque a versão do Rosas que resolve tudo no primeiro round tem três anos de idade, já que as três finalizações dele no R1 estão todas dentro de dez semanas de 2023 e a única finalização desde então veio a 3:50 do quinto round.
O caminho é o King atravessar os primeiros cinco minutos sem entregar o entrelace, manter o Rosas na ponta do alcance com jab e low kick, e a partir do meio do segundo round deixar o acúmulo cobrar como cobrou do Roa e do Ivy.
Isso desmorona se o Rosas encurtar a distância cedo e achar o entrelace, porque as quatro finalizações dele são chave de braço, triângulo com chave de braço, anaconda e triângulo de braço, e nenhuma delas exigiu posição dominante.
O Que Derruba Essa Pick
- 01
Se o Rosas encaixar um corpo a corpo ou uma queda nos dois primeiros minutos e o King não se levantar rápido, a luta entra no formato que o Rosas já resolveu cinco vezes.
- 02
Se o King passar o primeiro round sem produzir volume, a leitura de que o tamanho resolve sozinho já caiu. Tamanho sem produção não pontua e não machuca.
- 03
Se a semana de luta cobrar o preço da estreia. O King nunca passou por uma semana de luta no calendário do UFC e não existe registro público de como ele bate os 145 libras sob o protocolo da organização. A única coisa que ele disse sobre o assunto, em fevereiro, é que é grande para a categoria. Estreante que chega mal na balança perde de graça a vantagem física em que este pick se apoia.
- 04
Se o Rosas mostrar em pé algo que o cartel dele não mostra, tipo administrar distância em vez de correr para dentro, o plano do King perde a única vantagem que ele ganha de graça.
Caminho do Azarao
O Rosas entra fechando a distância desde o primeiro sino e aceita levar um ou dois golpes para chegar no corpo a corpo. Encosta o King na grade e trabalha a queda dali, e nem precisa terminar por cima: as quatro finalizações profissionais dele são chave de braço, triângulo com chave de braço, anaconda e triângulo de braço, ou seja, entrelace de braço e de pescoço, que aparece tanto da guarda quanto no scramble. Se o King mergulhar numa queda mal calculada, a anaconda está ali de graça. Fecha antes do fim do segundo round. É a luta que ele já resolveu cinco vezes no primeiro round, três delas por finalização.
Condicoes Necessarias
- Encurtar a distância nos dois primeiros minutos, antes de o King calibrar o alcance e começar a somar
- Completar um corpo a corpo na grade ou uma queda contra o homem mais alto e naturalmente mais pesado da luta
- Achar o entrelace cedo, chave de braço, triângulo ou anaconda, em vez de aceitar um chão parado onde o homem maior se recompõe
- Fechar a luta antes do fim do R2, porque a partir daí o desgaste e o tamanho passam a favorecer o King
— Precedente: Não existe precedente limpo, e é honesto dizer. O que existe é o padrão dele mesmo: cinco vitórias no primeiro round, três delas por finalização, e o triângulo de braço a 3:50 do R5 contra o Erick Ruano, veterano de 39 lutas, em junho de 2026, que mostra que ele também acaba tarde. E existe o aviso inverso, de março de 2024: a única derrota profissional dele veio quando o Keenan Lewis chegou nas costas e fechou o mata-leão em 1:55. Controle nas costas é o único jeito documentado de acabar com o Rosas, não é a arma dele.
Veredito
Vencedor
Sean King
Metodo
Nocaute Técnico
Mais Provaveis
- 01
Vencedor
Sean King
O King é o pick da análise, mas o preço não paga: o mercado cobra 60% e a minha leitura dá 52%. Então é passar no moneyline ou ir de stake mínimo, e deixar a mão para o mercado de duração. Desmorona se o Rosas encaixar o corpo a corpo nos dois primeiros minutos.
- 02
Como termina (qualquer lutador)
A luta não vai aos cartões
12 das 15 lutas profissionais somadas dos dois acabaram antes dos cartões, e o Rosas foi à decisão uma vez em nove. Não exige acertar o vencedor, só exige que os dois lutem como sempre lutaram. Desmorona se o King repetir as duas decisões cautelosas de 2025 e o Rosas aceitar os 15 minutos.
- 03
Método
Sean King por nocaute técnico
King por parada porque as duas paradas dele em 2026 vieram de acúmulo, a 4:54 e a 4:09, e é o desfecho mais provável de todos individualmente. E ele não depende só dessa rota: a estreia profissional dele acabou nos socos a 32 segundos, então existem dois caminhos de nocaute técnico no cartel, não um. Mercado subestima porque olha o zero de estreante e o cartel curto. Desmorona se o Rosas conseguir levar a luta para o chão em qualquer momento dos dois primeiros rounds.
- 04
Vencedor azarão
Jessie Rosas por finalização
Rosas por finalização porque é de longe a forma mais limpa do azarão ganhar: 4 das 8 vitórias dele vieram assim e nenhuma delas exigiu posição dominante, então a ameaça existe até de baixo. Vale o hedge, não vale cravar o round, porque a última finalização dele veio a 3:50 do R5. Desmorona se o King segurar a luta em pé e na ponta do alcance.
O Mais Provavel
A luta não vai aos cartões
É a leitura mais sólida da análise justamente porque não depende de eu acertar o vencedor. Os dois têm o mesmo hábito por razões opostas: o Rosas encerra cedo, o King cobra no fim do round. Convicção 5 no vencedor significa não aumentar a mão em nenhuma das pontas.
Stats Que Importam
5
das 8 vitórias do Rosas acabaram no primeiro round, nenhuma passando de 3:16
A janela inteira de perigo do King cabe nos primeiros cinco minutos
10 semanas
concentram as três finalizações do Rosas no primeiro round, todas em 2023
De abril de 2023 para cá ele finalizou um homem só, a 3:50 do quinto round contra o Erick Ruano
ZERO
estatísticas oficiais de UFC entre os dois lutadores
Cada número desta análise foi contado no circuito regional, e essa é uma limitação real da leitura
Armadilha
Rosas por finalização no primeiro round
O mercado vai olhar as cinco vitórias no R1, a faixa-roxa, o sobrenome Rosas e martelar essa aposta. O problema não é o Rosas finalizar, é o round. As três finalizações dele no primeiro round estão todas dentro de dez semanas de 2023, contra oposição regional, e de abril daquele ano para cá ele finalizou um homem só: o Erick Ruano, a 3:50 do quinto round. O Rosas de agora acaba tarde, não cedo. E do outro lado está um lutador que tem um triângulo de braço no cartel profissional e sete vitórias amadoras construídas em boa parte com estrangulamentos, dois mata-leões e dois triângulos entre elas. O caminho do Rosas é real, mas cravar o round nele é pagar caro por uma versão dele que tem três anos.
O mercado vai olhar as cinco vitórias no R1, a faixa-roxa, o sobrenome Rosas e martelar essa aposta. O problema não é o Rosas finalizar, é o round. As três finalizações dele no primeiro round estão todas dentro de dez semanas de 2023, contra oposição regional, e de abril daquele ano para cá ele finalizou um homem só: o Erick Ruano, a 3:50 do quinto round. O Rosas de agora acaba tarde, não cedo. E do outro lado está um lutador que tem um triângulo de braço no cartel profissional e sete vitórias amadoras construídas em boa parte com estrangulamentos, dois mata-leões e dois triângulos entre elas. O caminho do Rosas é real, mas cravar o round nele é pagar caro por uma versão dele que tem três anos.
COLISEUM - Analise estatistica e tatica. Dados baseados em ufcstats.com e fontes publicas.
Sean "The King of New Orleans" King vs Jessie "Tachidito" Rosas | Noche UFC: Silva vs Delgado | 12 de Setembro, 2026 | Desert Diamond Arena, Glendale, Arizona, Estados Unidos
Libere o card inteiro
Cadastre o cartão e todas as lutas do card abrem na hora. Os 7 primeiros dias não custam nada e você cancela quando quiser.
- Todas as lutas do card, do main event às early prelims
- Provável vencedor, método e nível de convicção em cada luta
- Os próximos cards entram no mesmo acesso
Escolha o plano. Os 7 primeiros dias não custam nada.
Cartão agora, primeira cobrança só no fim dos 7 dias. Cancele quando quiser.
Ao assinar você concorda com os Termos de Uso e a Política de Privacidade. Veja a Política de Reembolso.