

5 de Setembro, 2026 · Accor Arena, Paris, França

Charrière
21-12-1
Sem rankingPoissy, França | 30 anos

Lima
14-2-0
Sem rankingCoari, Amazonas | 28 anos
Dez das Doze
Dez das doze derrotas do Charrière vieram nos cartões. O Lima é justamente o lutador que ganha nos cartões. O detalhe é que ninguém ainda venceu o francês do jeito que o brasileiro precisa vencer.
Conviccao
Convicção 5, e não é falsa modéstia. O que sustenta o Lima é o histórico de derrotas do Charrière: 10 das 12 vieram nos cartões, e três delas foram decisões de cinturão no Cage Warriors contra Soren Bak, Jordan Vucenic e Paul Hughes. Isso é um padrão de oito anos, não um acaso de amostra. O que impede de subir é que o mecanismo pelo qual o Lima venceria ainda não está provado contra esse tipo de adversário: ele encaixa 27% das quedas que tenta e o francês parou 83% das que sofreu, e nas duas vezes em que o Charrière foi superado nos cartões no UFC, quem venceu fez isso acertando 72 e 71 golpes significativos em 15 minutos, um volume que o Lima nunca chegou perto de produzir. Some 14 meses parado, uma lesão nas costas que cancelou a luta com o Daniel Marcos em novembro, a subida de dez libras de categoria e uma Accor Arena inteira gritando contra. Escolho o Lima porque o caminho dele exige menos coisas improváveis, não porque a luta esteja resolvida.
Convicção 5, e não é falsa modéstia. O que sustenta o Lima é o histórico de derrotas do Charrière: 10 das 12 vieram nos cartões, e três delas foram decisões de cinturão no Cage Warriors contra Soren Bak, Jordan Vucenic e Paul Hughes. Isso é um padrão de oito anos, não um acaso de amostra. O que impede de subir é que o mecanismo pelo qual o Lima venceria ainda não está provado contra esse tipo de adversário: ele encaixa 27% das quedas que tenta e o francês parou 83% das que sofreu, e nas duas vezes em que o Charrière foi superado nos cartões no UFC, quem venceu fez isso acertando 72 e 71 golpes significativos em 15 minutos, um volume que o Lima nunca chegou perto de produzir. Some 14 meses parado, uma lesão nas costas que cancelou a luta com o Daniel Marcos em novembro, a subida de dez libras de categoria e uma Accor Arena inteira gritando contra. Escolho o Lima porque o caminho dele exige menos coisas improváveis, não porque a luta esteja resolvida.
O PONTO QUE DECIDE
O Roteiro Que Vence Charrière Não É Esse
A leitura preguiçosa dessa luta é rápida de montar: o Charrière perde para quem faz luta feia e contínua, o Lima faz luta feia e contínua, pronto. Só que basta olhar COMO o Nathaniel Wood e o Chepe Mariscal venceram o francês pra tese ruir. O Wood ganhou 30-27 nos três cartões acertando 72 golpes significativos contra 42, e não completou uma única queda a noite inteira. O Mariscal ganhou na dividida acertando 71 contra 49, e completou uma. Nas duas lutas, quem tentou queda foi o Charrière. Os dois homens que superaram o francês nos cartões fizeram isso na trocação, no volume puro, não no grappling. E volume é exatamente o que o Lima não tem. A melhor produção dele no UFC foram 55 golpes em 15 minutos contra o Miles Johns. Contra o Talbott foram 26 em 15 minutos. A média de carreira é 2,86 por minuto contra os 4,02 do Charrière. O brasileiro não vence essa luta do jeito que os outros dois venceram, porque ele não produz esse número. Ele vai ter que vencer pela queda e pela grade, que é o único departamento do francês que ainda não foi resolvido: duas quedas sofridas em seis lutas no UFC, 83% de defesa. E a precisão de queda do Lima é de 27%. A conclusão é desconfortável e é o motivo da convicção baixa: o Lima provavelmente ganha, mas pelo motivo errado do que a narrativa vende. Não é o arquétipo que derruba o Charrière. É outro caminho, mais estreito, que ninguém ainda percorreu contra ele.
A leitura preguiçosa dessa luta é rápida de montar: o Charrière perde para quem faz luta feia e contínua, o Lima faz luta feia e contínua, pronto. Só que basta olhar COMO o Nathaniel Wood e o Chepe Mariscal venceram o francês pra tese ruir. O Wood ganhou 30-27 nos três cartões acertando 72 golpes significativos contra 42, e não completou uma única queda a noite inteira. O Mariscal ganhou na dividida acertando 71 contra 49, e completou uma. Nas duas lutas, quem tentou queda foi o Charrière. Os dois homens que superaram o francês nos cartões fizeram isso na trocação, no volume puro, não no grappling. E volume é exatamente o que o Lima não tem. A melhor produção dele no UFC foram 55 golpes em 15 minutos contra o Miles Johns. Contra o Talbott foram 26 em 15 minutos. A média de carreira é 2,86 por minuto contra os 4,02 do Charrière. O brasileiro não vence essa luta do jeito que os outros dois venceram, porque ele não produz esse número. Ele vai ter que vencer pela queda e pela grade, que é o único departamento do francês que ainda não foi resolvido: duas quedas sofridas em seis lutas no UFC, 83% de defesa. E a precisão de queda do Lima é de 27%. A conclusão é desconfortável e é o motivo da convicção baixa: o Lima provavelmente ganha, mas pelo motivo errado do que a narrativa vende. Não é o arquétipo que derruba o Charrière. É outro caminho, mais estreito, que ninguém ainda percorreu contra ele.
Verdade A
O Lima é o melhor lutador. Vem de 14 vitórias seguidas antes do Talbott, é campeão do OKTAGON, treina no Allstars, nunca foi nocauteado em 16 lutas, e o Charrière é 0-3 contra os três adversários decentes que enfrentou no UFC.
Verdade B
O mecanismo não fecha. O plano do Lima depende de encaixar quedas com 27% de precisão contra 83% de defesa, depois de 14 meses parado, dez libras acima da categoria em que lutou por último e com a Accor Arena inteira contra ele.
Tale of the Tape
O Lima é dois anos mais novo e tem 18 lutas a menos de estrada
Dois centímetros pro francês, que também é o homem mais encorpado na categoria
Os dois voltando de pausa longa, o brasileiro de bem mais longe
Momento Atual
Morgan Charrière
Chute no corpo pra abrir, chute alto pra fechar, a 1:14 do R1. Primeiro e único nocaute sofrido na carreira inteira, e o Costa fechava 2025 invicto em quatro lutas.
KO R1Perdeu os dois primeiros rounds na pressão e no volume do americano, machucou ele na grade e resolveu com as mãos a 27 segundos do R3. A luta que explica o que ele ainda é.
KO R330-27 nos três cartões em Londres. O Wood acertou 72 golpes significativos contra 42, derrubou ele no R1 e quase encaixou uma guilhotina. E não completou nenhuma queda.
Decisão UnânimeNa Accor Arena, em Paris. Faixa-preta de BJJ que conseguiu uma queda e nada mais: apagado com as mãos a 27 segundos do R2.
KO R271 a 49 no volume para o americano, decisão dividida. O Charrière foi quem tentou as quedas, encaixou duas, e ainda assim perdeu os cartões.
Decisão DivididaAlterna vitória e derrota há seis lutas seguidas no UFC, sem nunca emendar duas de cada. Vem de nove meses parado depois de ser apagado por um chute alto do Melquizael Costa, o único nocaute que sofreu em 34 lutas profissionais, e chegou a admitir publicamente que pensou em parar. Foi sozinho pra São Paulo no primeiro semestre de 2026 pra se reencontrar, voltou a treinar no US Métro Bizot com o Johnny Frachey e reapareceu falando como quem tem plano. Está em casa, na arena onde estreou no UFC com nocaute e bônus, e isso é o mais concreto que ele tem a favor.
Felipe Lima
29-28 nos três cartões no UFC 317. Derrubou o Talbott e chegou às costas dele no R1, não segurou a posição e terminou levando 59 golpes significativos contra 26.
Decisão Unânime30-27 nos três cartões em Tampa. Levou um susto na largada, se recompôs e foi comendo a perna do americano com low kick até o fim. 55 golpes contra 31 e duas quedas.
Decisão UnânimeEstreia no UFC, aceita em cima da hora e já no peso-pena. Luta aberta nos cartões até o mata-leão a 1:15 do R3. Levou o bônus de Performance da Noite.
Sub R3Cinco rounds em Praga, com um ponto perdido por joelhada ilegal, e mesmo assim levou o cinturão dos galos do OKTAGON no grappling em cima de um homem com currículo de jiu-jitsu maior.
Decisão UnânimeJoelhada voadora em 35 segundos pelo cinturão inaugural do Fight Club Rush, na Suécia. Continua sendo a técnica preferida dele em pé.
KO R1Quatorze vitórias seguidas depois de perder a estreia profissional aos 17 anos, e a única derrota desde então foi um 29-28 tríplice pro Payton Talbott. Nascido em Coari, no interior do Amazonas, mora em Estocolmo e treina no Allstars Training Center, a academia do Andreas Michael que formou Gustafsson, Latifi e Chimaev. O problema não é forma nem técnica, é calendário: são 14 meses parado, e uma lesão nas costas derrubou a luta com o Daniel Marcos em novembro de 2025. A favor dele, uma coisa que quase ninguém lembra: ele já ficou 20 meses fora entre 2021 e 2023, voltou e venceu cinco rounds pra levar o cinturão dos galos do OKTAGON.
Nivel de Competicao
Nenhum adversário em comum, mas os caminhos se cruzam nessa noite: o Muhammad Naimov, que o Lima finalizou na estreia dele no UFC, luta contra o Losene Keita logo depois nesse mesmo card. E tem uma coincidência de arquivo que vale registrar: o Charrière já perdeu por decisão unânime pro Salahdine Parnasse, que faz a luta principal, no 100% Fight 29 em março de 2017. No calibre puro é parelho e baixo dos dois lados, nenhum enfrentou top 15. A diferença é qualitativa e é o dado mais desconfortável da análise pro lado francês: os três adversários mais duros que o Charrière pegou no UFC foram Mariscal, Wood e Costa, e ele perdeu para os três. O Lima pegou Talbott, Johns e Naimov, e ganhou dois.
Comparacao Estatistica
Sig. Strikes por Minuto
O francês produz 40% mais volume por minuto
Precisão de Strikes (%)
Strikes Absorvidos/Min
4,51 por minuto é o número mais feio da luta, e é do Charrière
Defesa de Strikes (%)
Takedowns por 15 Min
Os dois tentam queda em volume parecido, por motivos opostos
Precisão de Takedown (%)
O furo do plano do Lima: seis quedas encaixadas em 22 tentativas
Defesa de Takedown (%)
Empate técnico, e é o número que decide se o plano do brasileiro existe
Submissões por 15 Min
A ameaça real do Lima quando a luta vai pro chão
Charrière lidera em 3 categorias · Lima lidera em 5
Distribuicao de Vitorias e Derrotas
Vitorias
KO/TKO
Submissao
Decisao
É um contraste quase perfeito. O Charrière ganha 62% das vezes por nocaute, 13 em 21, e o detalhe que importa pra essa luta é onde eles caem: seis vieram no R1, dois no R2 e cinco no R3. Ele não precisa começar bem pra terminar bem. O Lima ganha metade nos cartões, 7 em 14, e as outras sete se dividem entre quatro nocautes de circuito regional e três finalizações, incluindo o mata-leão em cima do Naimov na estreia no UFC. Pro método importa muito: o francês precisa de um instante, o brasileiro precisa dos 15 minutos.
Derrotas
KO/TKO
Submissao
Decisao
Aqui está o coração da análise. O Charrière perdeu 10 das 12 vezes nos cartões, 84% do total, e três delas foram decisões de cinturão no Cage Warriors, contra Soren Bak, Jordan Vucenic e Paul Hughes. Ele quase nunca é finalizado: uma finalização em 2015 no circuito regional e um único nocaute em 34 lutas profissionais, o chute alto do Costa em dezembro passado. O perfil dele é o de quem sobrevive e perde no julgamento. Do outro lado, o Lima tem duas derrotas na vida inteira: a estreia profissional aos 17 anos, numa triangular, e o Talbott. Nunca foi nocauteado, nunca foi nem balançado no UFC. A leitura prática pro método é direta: se o Charrière vencer, tem que ser nocaute, porque nos cartões o histórico dos dois aponta pro mesmo lado.
Perfil de Habilidades
Charrière
vs
Lima
Striking em Distância
+2 Charrière
4,02 golpes significativos por minuto a 50% de precisão contra 2,86 a 45%, com cinco centímetros de altura e dois de envergadura a mais pro francês.
Striking em Curta Distância
Equilibrado
Território de ninguém: o Charrière tem joelhada e cotovelo na grade, o Lima nocauteou um adversário com joelhada voadora em 35 segundos e é o mais confortável nas transições.
Poder de Nocaute
+4 Charrière
13 nocautes em 21 vitórias e knockdown médio de 0,88 do Charrière, contra 0,00 knockdowns do Lima em três lutas no UFC. É a maior diferença isolada da luta.
Defesa de Striking
+2 Lima
64% de defesa e 2,91 golpes absorvidos por minuto do Lima, contra 53% e 4,51 do francês. O Charrière é dos mais fáceis de acertar da categoria.
Grappling e Clinch
+2 Lima
Campeão do OKTAGON no grappling, três finalizações e 0,7 tentativa a cada 15 minutos, mas com 27% de precisão de queda batendo nos 83% de defesa do francês.
Cardio e Ritmo (3 rounds)
+1 Lima
O Lima já fez cinco rounds por um cinturão e tem 13:45 de tempo médio de luta no UFC; o Charrière tem 8:30 e vem de nove meses parado, mas foi ele quem achou o nocaute no R3 contra o Landwehr.
O Charrière ganha os momentos, o Lima ganha os minutos. Todo o poder da luta está de um lado e toda a resistência do outro, e nenhum dos dois consegue roubar o departamento do outro. A pergunta é simples: os 15 minutos chegam antes de uma mão limpa?
Previsao Final
A Tese
Conviccao5/10A tese é: Felipe Lima vence porque 10 das 12 derrotas do Charrière vieram por decisão, um padrão de oito anos que inclui três finais de cinturão no Cage Warriors perdidas nos cartões, porque a diferença de resistência é documentada dos dois lados (o Lima nunca foi nocauteado em 16 lutas e aguentou 59 golpes significativos do Talbott em 15 minutos sem cair, enquanto o francês acaba de ser apagado a 1:14 de round por um chute alto do Costa), e porque o calibre não bate: o Charrière é 0-3 contra os três adversários mais duros que enfrentou no UFC, Mariscal, Wood e Costa, enquanto o Lima é 2-1 contra Talbott, Johns e Naimov.
A tese é: Felipe Lima vence porque 10 das 12 derrotas do Charrière vieram por decisão, um padrão de oito anos que inclui três finais de cinturão no Cage Warriors perdidas nos cartões, porque a diferença de resistência é documentada dos dois lados (o Lima nunca foi nocauteado em 16 lutas e aguentou 59 golpes significativos do Talbott em 15 minutos sem cair, enquanto o francês acaba de ser apagado a 1:14 de round por um chute alto do Costa), e porque o calibre não bate: o Charrière é 0-3 contra os três adversários mais duros que enfrentou no UFC, Mariscal, Wood e Costa, enquanto o Lima é 2-1 contra Talbott, Johns e Naimov.
O caminho pra isso é o Lima aceitar os minutos iniciais de longe, fechar a distância na grade com pressão e joelhadas, misturar tentativas de queda pra ir tirando o pé do francês, e ganhar o R2 e o R3 no acúmulo.
Isso desmorona se o Charrière mantiver a luta em pé com os 83% de defesa de queda e acertar limpo, que é exatamente o que aconteceu com o Landwehr a 27 segundos do R3.
O Que Derruba Essa Pick
- 01
Se o Charrière chegar aos cinco minutos finais sem ter ido ao chão nenhuma vez, a tese do acúmulo some e a luta vira exatamente o cenário do R3 contra o Landwehr.
- 02
Se o Lima escolher trocar de longe em vez de fechar a distância, ele perde os rounds no volume: 2,86 golpes por minuto não ganham cartões contra 4,02.
- 03
Se o Charrière balançar o Lima antes do fim do R1, metade da tese cai por terra na hora, porque ninguém conseguiu isso em 16 lutas profissionais.
- 04
Se os 14 meses parados aparecerem em forma de fôlego já no R2, a luta acaba ali, porque o francês é justamente o tipo que melhora quando o adversário cansa.
Caminho do Azarao
O Charrière não morde a isca da grade e trata cada entrada do Lima como uma chance de contra-ataque. Ele já parou 83% das quedas que sofreu no UFC, e o Lima encaixa só 27% das que tenta, então o brasileiro gasta tentativa atrás de tentativa e sai delas de pé, cansado e com a guarda aberta. O francês vai construindo com low kick e chute no corpo, o mesmo arsenal com que quebrou o Zecchini na Accor Arena em 2023, e no R2 ou no R3 acerta a mão limpa quando o Lima entra sem cobertura. Ele não precisa nem estar ganhando pra isso acontecer: contra o Landwehr ele tinha perdido os dois primeiros rounds e resolveu tudo a 27 segundos do terceiro.
Condicoes Necessarias
- Recusar o clinch prolongado na grade, obrigando o Lima a reiniciar cada entrada a partir do meio do octógono
- Sustentar os 4,02 golpes significativos por minuto que ele produz de média, porque o Lima só absorve 2,91 por minuto e ninguém ainda testou esse número com volume de verdade
- Investir no chute no corpo desde cedo, a arma com que ele parou o Zecchini nessa mesma arena e a que mais castiga quem precisa entrar na curta pra trabalhar
- Chegar ao R3 com perna, que foi exatamente onde ele resolveu cinco dos seus 13 nocautes de carreira
— Precedente: Charrière vs Nate Landwehr, UFC Nashville, julho de 2025: o americano venceu os dois primeiros rounds na pressão e no volume, o francês estava atrás nos cartões, e mesmo assim machucou ele na grade e finalizou com as mãos a 27 segundos do R3.
Veredito
Vencedor
Felipe Lima
Metodo
Decisão
Mais Provaveis
- 01
Vencedor (azarão)
Morgan Charrière
Charrière porque a análise dá 45% a ele e o mercado paga como se fossem 38%: um azarão com 13 nocautes, cinco deles no R3, contra um adversário que passou 14 meses parado e sobe de categoria. O mercado está errado porque precifica o nocaute do Costa como um dado permanente sobre o queixo do francês e ignora que ele tem o único caminho de finalização da luta. Desmorona se o Lima encaixar duas quedas antes do fim do R1.
- 02
Vencedor (favorito)
Felipe Lima
Lima é o lado certo da luta pelo preço errado. O veredito é dele, mas pede 65,6% de acerto e a análise só chega a 53%. É leitura, não é aposta. Só vira aposta se a linha cair pra perto, o que pode acontecer se o mercado francês entrar pesado no Charrière na semana.
- 03
Método
Felipe Lima por decisão
Lima por decisão porque é de longe o desfecho mais provável dentro do universo em que ele vence: metade das vitórias dele na carreira veio nos cartões, e o Charrière só foi finalizado duas vezes em 34 lutas. O mercado subestima porque olha o cartel de finalizações do brasileiro e imagina mata-leão. Desmorona se o francês tratar o R1 como se fosse o último.
O Mais Provavel
Morgan Charrière
O veredito é o Lima, e mesmo assim a única aposta com vantagem matemática está do outro lado. É o que acontece quando a luta é e a linha é. Stake pequeno, sem convicção nenhuma de que o francês vence, só com a leitura de que 45% de chance não deveriam pagar. Quem não gosta de apostar contra a própria previsão faz o certo passando a luta.
Stats Que Importam
10 de 12
das derrotas do Charrière na carreira vieram nos cartões
84% do total, incluindo três decisões de cinturão no Cage Warriors. Ele sobrevive e perde no julgamento
27%
a precisão de queda do Lima no UFC, contra 83% de defesa de queda do Charrière
Seis quedas encaixadas em 22 tentativas nas três lutas dele na organização
ZERO
nocautes sofridos pelo Lima em 16 lutas profissionais
E nenhum knockdown sofrido no UFC, nem nos 15 minutos que passou apanhando do Talbott
Armadilha
Charrière por nocaute no primeiro round
É a aposta que a narrativa vai empurrar: francês em casa, 13 nocautes em 21 vitórias, adversário voltando de 14 meses parado e subindo de categoria. O problema é que o Lima nunca foi nocauteado em 16 lutas profissionais, e no UFC ele não foi nem balançado uma vez: o Talbott acertou 59 golpes significativos nele ao longo de 15 minutos sem colocar ele no chão. E o próprio arquivo do Charrière trabalha contra a pressa: cinco dos 13 nocautes dele vieram no terceiro round, e o mais recente, o do Landwehr, veio depois de dois rounds inteiros em que ele estava perdendo. Se o nocaute vier, é tarde, não cedo.
É a aposta que a narrativa vai empurrar: francês em casa, 13 nocautes em 21 vitórias, adversário voltando de 14 meses parado e subindo de categoria. O problema é que o Lima nunca foi nocauteado em 16 lutas profissionais, e no UFC ele não foi nem balançado uma vez: o Talbott acertou 59 golpes significativos nele ao longo de 15 minutos sem colocar ele no chão. E o próprio arquivo do Charrière trabalha contra a pressa: cinco dos 13 nocautes dele vieram no terceiro round, e o mais recente, o do Landwehr, veio depois de dois rounds inteiros em que ele estava perdendo. Se o nocaute vier, é tarde, não cedo.
COLISEUM - Analise estatistica e tatica. Dados baseados em ufcstats.com e fontes publicas.
Morgan "The Last Pirate" Charrière vs Felipe "Jungle Boy" Lima | UFC Fight Night: Hooker vs. Parnasse | 5 de Setembro, 2026 | Accor Arena, Paris, França
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