UFC Fight Night: Hernandez vs Rodrigues · 22 de Agosto, 2026 · Peso Médio (185 lbs) · 5R
Hernandez vs Rodrigues
A Queda Que Ninguém Tentou
Rodrigues enfrentou 12 tentativas de queda em 13 lutas no UFC. Hernandez atacou 29 numa noite só.

Anthony "Fluffy" Hernandez
15-3-0 (1 NC) · #6 Peso Médio

Gregory "Robocop" Rodrigues
19-6-0 · #11 Peso Médio
Em 30 segundos
Anthony Hernandez vence por Nocaute Técnico
- 12tentativas de queda que Rodrigues precisou defender em 13 lutas no UFCHernandez atacou 29 numa única noite, contra Michel Pereira
- ZEROfinalizações sofridas por Rodrigues em 25 lutas profissionaisFaixa-preta e oito vezes campeão brasileiro de jiu-jitsu
- 0:21foi o que Rodrigues durou no R4 da única luta de cinco rounds da carreiraEle tinha derrubado Cannonier duas vezes no primeiro round
O ponto da luta
O PONTO QUE DECIDE
Uma Defesa Que Nunca Foi Testada
Gregory Rodrigues tem 75% de defesa de quedas. O número é bonito e é quase inútil, porque vem de 12 tentativas em 13 lutas no UFC.
Ninguém nunca chegou perto de tentar lutar luta agarrada com ele: Dusko Todorovic atirou quatro vezes e não completou nenhuma, Jared Cannonier tentou três, Roman Kopylov tentou duas e completou as duas.
Somando cinco anos de octógono, o Robocop foi obrigado a defender menos quedas do que Anthony Hernandez costuma atacar em uma única luta. Do outro lado, o Fluffy tenta 5,88 quedas a cada 15 minutos, o maior volume da divisão.
Contra Michel Pereira ele atirou 29 vezes, completou dez e acumulou 15:42 de domínio no chão numa luta de 25 minutos, terminando com cotoveladas no R5. Contra Brendan Allen foram 10:22 de domínio. Contra Roman Dolidze, 7:48 e o mata-leão no R4.
O caminho dele não é uma queda perfeita, é a décima quinta tentativa, quando o adversário já gastou as pernas e o pulmão para evitar as catorze anteriores. A ressalva é que em fevereiro, contra Sean Strickland, esse mesmo Hernandez atacou uma única queda em 12 minutos e apanhou de boxe até ser parado no R3.
Se ele repetir aquilo, nada do que está escrito acima acontece. É por isso que essa luta se decide nos primeiros dez minutos, e não nos últimos.
Rodrigues é faixa-preta e oito vezes campeão brasileiro de jiu-jitsu, nunca foi finalizado em 25 lutas profissionais, e ainda somou 8:20 de domínio no chão em cima de Christian Leroy Duncan. O chão não é território automático do Hernandez.
Ser difícil de finalizar não é a mesma coisa que ser difícil de segurar embaixo. O que decide a luta não é a finalização, é o tempo acumulado de cima, e nenhum adversário do Rodrigues jamais tentou cobrar isso dele por 25 minutos.
Tale of the Tape
| Hernandez | Tale of the Tape | Rodrigues |
|---|---|---|
| 32 anos | IdadeHernandez é 2 anos mais novo | 34 anos |
| 1,83m | AlturaRodrigues é 8 cm mais alto | 1,91m |
| 190cm | EnvergaduraEnvergadura idêntica, o alcance não decide nada aqui | 190cm |
| Ortodoxa | Stance | Ortodoxa |
| MMA Gold, El Dorado Hills, Califórnia | Academia | Kill Cliff FC, Flórida |
| 10:36 | Tempo médio de lutaHernandez leva as lutas dele mais longe, e é onde o plano funciona | 08:28 |
Momento
Calibre dos adversários nas últimas lutas
| Lutador | Data | Adversário | Resultado | Método | Calibre do adversário |
|---|---|---|---|---|---|
| Anthony Hernandez | Fev 2024 | Roman Kopylov | W | Sub R2 | 3 |
| Anthony Hernandez | Out 2024 | Michel Pereira | W | TKO R5 | 3 |
| Anthony Hernandez | Fev 2025 | Brendan Allen | W | Decisão Unânime | 4 |
| Anthony Hernandez | Ago 2025 | Roman Dolidze | W | Sub R4 | 4 |
| Anthony Hernandez | Fev 2026 | Sean Strickland | L | TKO R3 | 5 |
| Gregory Rodrigues | Jul 2024 | Christian Leroy Duncan | W | Decisão Unânime | 3 |
| Gregory Rodrigues | Fev 2025 | Jared Cannonier | L | TKO R4 | 4 |
| Gregory Rodrigues | Jun 2025 | Jack Hermansson | W | KO R1 | 3 |
| Gregory Rodrigues | Nov 2025 | Roman Kopylov | W | Decisão Unânime | 3 |
| Gregory Rodrigues | Mar 2026 | Brunno Ferreira | W | KO R1 | 2 |
Anthony Hernandez · Em Recuperação
Oito vitórias seguidas, seis delas por finalização ou nocaute técnico, e aí veio a parada contra Strickland em fevereiro. O jeito como perdeu é mais importante que a derrota: atacou uma única queda em 12 minutos e aceitou uma luta de boxe contra o cara errado.
Desde então mudou o entorno, passou seis semanas treinando em Las Vegas com o próprio Strickland, que virou campeão em maio, e resumiu assim: eu luto com ele toda terça-feira. Volta em casa, a uma hora de Dunnigan, na primeira luta principal do UFC em Sacramento desde 2019.
Gregory Rodrigues · Em Alta
Três vitórias seguidas, duas delas com um golpe só, e seis nas últimas sete. Em março apagou o Brunno Ferreira em 1:47, cobrando exatamente a derrota que tinha sofrido para ele em 2023, e no microfone pediu o Hernandez pelo nome. É o momento mais quente da carreira dele aos 34 anos. A única mancha recente é a mesma pergunta que essa luta faz: quando passou do terceiro round, ele desandou.
Nível de competição
Anthony Hernandez
Média dos adversários (1 a 5)4
Aproveitamento9V-3D (75%)
Contra o top 51V-1D
Gregory Rodrigues
Média dos adversários (1 a 5)3
Aproveitamento10V-3D (77%)
Contra o top 50V-0D
Três nomes em comum, e a leitura é honesta para os dois lados. Roman Kopylov: Hernandez finalizou no R2, Rodrigues venceu na decisão. JunYong Park: Hernandez encaixou o anaconda no R2, Rodrigues nocauteou no R2. Josh Fremd: Hernandez venceu na decisão em três rounds no UFC 273, Rodrigues apagou em 2:20 no LFA.
Ou seja, cada um finalizou o que o outro levou aos pontos. A diferença aparece no calibre recente: os últimos cinco do Hernandez foram Strickland, Dolidze, Brendan Allen, Michel Pereira e Kopylov, enquanto os do Rodrigues foram Ferreira sem ranking, Kopylov, Hermansson, Cannonier e Duncan.
Os dois são ex-campeões do LFA e chegaram aqui por estradas parecidas, mas o Fluffy vem lutando um degrau acima.
Os rankings usados aqui são os oficiais do UFC hoje, em agosto de 2026, e não os da noite de cada luta: por esse critério o Hernandez está 1V-1D contra o top 5, a vitória sobre Brendan Allen, número 4 da divisão, e a derrota para Strickland, que virou campeão em maio.
Estatísticas
Sig. Strikes por MinutoRodrigues produz mais volume, Hernandez acerta com muito mais precisão
Precisão de Strikes (%)
Strikes Absorvidos/Min (menor é melhor)Rodrigues se deixa acertar quase 5 vezes por minuto, e isso pesa em cinco rounds
Defesa de Strikes (%)
Takedowns por 15 MinO número que define a luta: 5,88 é volume de queda de outro nível na divisão
Precisão de Takedown (%)
Defesa de Takedown (%)Os 75% do Rodrigues saem de apenas 12 tentativas sofridas em 13 lutas no UFC
Submissões por 15 Min
Como vence e como perde
Anthony Hernandez
- Nocaute 20% (3)
- Finalização 60% (9)
- Decisão 20% (3)
- Nocaute 67% (2)
- Finalização 33% (1)
- Decisão 0% (0)
Gregory Rodrigues
- Nocaute 63% (12)
- Finalização 16% (3)
- Decisão 21% (4)
- Nocaute 67% (4)
- Finalização 0% (0)
- Decisão 33% (2)
Perfis quase opostos. Hernandez vence estrangulando: nove das quinze vitórias por finalização, cinco delas no UFC, incluindo mata-leão em Kopylov e em Dolidze. Rodrigues vence apagando: doze das dezenove por nocaute, sete delas ainda no primeiro round, quatro dessas no UFC.
Para o método importa uma coisa acima de todas: quando o Fluffy consegue impor a luta dele, ele quase nunca precisa dos cartões, sete das nove vitórias no UFC vieram antes do apito final. As duas exceções, Fremd e Brendan Allen, foram lutas de três rounds, sem R4 e R5 para o desgaste cobrar a conta.
Aqui está o dado que mais muda a leitura da luta. Rodrigues nunca foi finalizado: zero finalizações sofridas em 25 lutas profissionais, e faz sentido, ele é faixa-preta e oito vezes campeão brasileiro de jiu-jitsu. As seis derrotas dele são quatro por golpe (67%) e duas na decisão.
Ou seja, o caminho para vencer o Robocop é machucar ou vencer nos pontos, nunca estrangular.
Do outro lado, a amostra do Hernandez é pequena e precisa ser lida com cuidado: são só três derrotas, mas duas foram por nocaute técnico, Kevin Holland em 39 segundos em 2020 e Strickland no R3 em fevereiro, e ele nunca perdeu uma decisão na carreira.
Fora essas três derrotas, o cartel dele tem ainda um sem resultado, a vitória sobre Jordan Wright no Contender Series de 2018 que acabou anulada: UFCStats e Sherdog registram, o perfil do UFC.com não.
Cruzando os dois perfis: o Hernandez perde do jeito que o Rodrigues vence, e o Rodrigues não perde do jeito que o Hernandez costuma vencer. É exatamente por isso que a via do Fluffy aqui é o desgaste e a pancada de cima, não o mata-leão que o público vai apostar.
Habilidades
Onde cada um leva vantagem
1. Striking em DistânciaVantagem: Rodrigues (2/5)
Rodrigues acerta 5,53 golpes significativos por minuto e é o homem maior no espaço aberto, onde apagou Hermansson e Ferreira com uma mão só.
2. Striking em Curta DistânciaEquilibrado
Os dois querem esse espaço por motivos opostos: Rodrigues para plantar o pé e bater, Hernandez para encostar no corpo e sair com a queda.
3. Poder de NocauteVantagem: Rodrigues (4/5)
Doze nocautes em 19 vitórias e média de 1,01 knockdown por 15 minutos, contra 0,11 do Hernandez. Diferença enorme e a mais perigosa da luta.
4. Defesa de StrikingVantagem: Hernandez (1/5)
As porcentagens empatam (51% contra 50%), mas Rodrigues absorve 4,78 golpes por minuto contra 3,10 do Hernandez.
5. Grappling e ClinchVantagem: Hernandez (4/5)
5,88 quedas por 15 minutos, 15:42 de domínio contra Pereira e nove finalizações na carreira, contra alguém que nunca foi obrigado a defender queda em volume.
6. Cardio (5 rounds)Vantagem: Hernandez (3/5)
Hernandez finalizou no R4 e no R5 em lutas principais. Rodrigues passou do terceiro round uma vez na vida e desandou a partir do R2 antes de cair no R4.
Rodrigues ganha qualquer minuto em que os dois estiverem de pé e separados, e ganha muito. Hernandez ganha todos os outros. Em cinco rounds, a conta de quantos minutos cada terreno vale é o que decide a noite.
Previsão completa
A tese
A tese é: Anthony Hernandez vence porque ataca 5,88 quedas a cada 15 minutos contra alguém que só precisou defender 12 tentativas em 13 lutas no UFC, porque na única vez em que passou do terceiro round o Rodrigues perdeu potência e velocidade já no R2 e foi parado 21 segundos depois do início do R4, enquanto o Fluffy acumulou 15:42 de domínio no chão numa luta de 25 minutos e finalizou o Pereira no R5, e porque vem de seis semanas treinando em Las Vegas com o campeão que o venceu em fevereiro, num confronto em casa a uma hora de Dunnigan.
O caminho pra isso é atravessar os primeiros cinco minutos sem ser acertado limpo, encostar o brasileiro na grade e começar a acumular tempo de cima no R2, deixando o desgaste trabalhar até o cotovelo aparecer do R3 em diante.
Isso desmorona se Hernandez repetir a noite de Houston, quando atacou uma única queda em 12 minutos e aceitou a trocação, porque parado ele absorve 3,10 golpes por minuto com 51% de defesa contra um homem que derruba com uma mão só.
Convicção 7 porque a tese se sustenta em cinco dimensões independentes, e não em uma leitura de mercado. Estatística: 5,88 quedas por 15 minutos contra 12 tentativas sofridas em 13 lutas, com 68% e 75% de defesa que não significam a mesma coisa porque foram construídos sobre amostras completamente diferentes.
Estilo: o jogo inteiro do Rodrigues precisa de espaço e de pé plantado, e é exatamente o que a agarrada do Fluffy tira. Físico e cardio: o brasileiro passou do terceiro round uma vez na vida e desandou, o americano finalizou no R4 e no R5 em lutas principais.
Nível de competição: os últimos cinco adversários do Hernandez incluem o campeão atual, o quarto do ranking e o Dolidze, enquanto o Rodrigues bateu um adversário sem ranking na última.
Leitura qualitativa: seis semanas de treino com o time do Strickland em Las Vegas e a frase dele, eu luto com ele toda terça-feira, endereçam diretamente o erro de fevereiro.
O que não deixa isso virar 8 ou 9 é que a peça mais importante da tese, o volume de quedas, foi justamente a que não apareceu na última luta dele, e que o caminho do azarão aqui é um golpe só, com sete dos doze nocautes do brasileiro vindo ainda no primeiro round, o que nunca some da conta.
O que derruba a tese
- Se o R1 terminar sem Hernandez ter atacado pelo menos duas quedas, é a noite de Houston de novo e a tese já morreu nos primeiros cinco minutos.
- Se Rodrigues defender as primeiras entradas de pé, sem ir ao chão nem gastar tempo embaixo, e ainda estiver com as mãos soltas no fim do R1.
- Se Rodrigues sair do R2 com o mesmo ritmo do R1, o argumento do desgaste que vem do confronto com Cannonier cai por terra e a luta vira uma trocação de cinco rounds.
- Se Hernandez conseguir a queda e escolher levantar para trocar em vez de segurar em cima, ele devolve o único terreno em que é claramente superior.
O caminho do azarão
Rodrigues usa os 1,91m e o peso para defender as primeiras entradas ainda de pé, mantém a luta no centro do octógono e longe da grade, e cobra cada tentativa malfeita com a direita quando a cabeça do Hernandez desce na linha. Ele não precisa vencer cinco rounds, precisa de um instante nos dez primeiros minutos, enquanto os dois ainda estão frescos. Foi assim contra Jack Hermansson, um golpe aos 4:21 do R1, e contra Brunno Ferreira, 1:47 do R1. Se o relógio passar dos 15 minutos com a luta em pé, o azarão vira favorito nos cartões, porque ele produz mais volume.
- Defender as duas ou três primeiras tentativas de queda de pé, sem ceder o corpo nem passar tempo embaixo
- Manter a luta no centro do octógono, onde o encaixe na grade do Hernandez não funciona
- Acertar a mão de trás no momento da entrada, quando a cabeça do adversário desce na linha
- Fazer isso dentro dos dez primeiros minutos, antes de o cansaço que apareceu contra Cannonier voltar