

1 de Agosto, 2026 · Belgrade Arena, Belgrado, Sérvia

Błachowicz
29-11-2
#4 Peso Meio-PesadoCieszyn, Polônia | 43 anos

Stirling
10-0-0
#15 Peso Meio-PesadoUpper Hutt, Nova Zelândia | 28 anos
O Currículo Contra o Calendário
Um ex-campeão de 43 anos que não vence desde 2022 contra um invicto de 28 que nunca lutou com ranqueado. Quinze minutos para decidir de que lado o tempo está.
O PARADOXO
Ele Não Treinou Para Este Homem
Błachowicz passou o camp inteiro preparando Bogdan Guskov. Era a revanche do empate majoritário de dezembro, era a luta que ele já tinha remarcado uma vez. No dia 17 de julho, a 15 dias do evento, o UFC tirou Guskov do card para mandá-lo a Abu Dhabi enfrentar Ankalaev e entregou ao polonês um problema completamente diferente: um neozelandês de 1,93m que coloca 6,24 golpes significativos por minuto e quer os quinze minutos inteiros. São dois planos de luta opostos, e ele tem duas semanas para trocar um pelo outro. E o corpo não está em condição de improvisar. Em abril, Błachowicz rompeu o menisco no sparring e caiu do UFC 328. Voltou dois meses depois para remarcar a luta, aos 43 anos, com um joelho recém-recuperado, contra alguém cujo trabalho é castigar a perna da frente e obrigar movimentação do primeiro ao último minuto. Em março de 2025, Carlos Ulberg fez uma versão mais lenta disso em Londres e levou os três cartões por 29-28, numa luta de volume baixíssimo dos dois lados. Stirling coloca quase o dobro do que o Ulberg colocou naquela noite. Do outro lado, o neozelandês aceitou com pouco mais de duas semanas de aviso, seis semanas depois de sair de uma noite dura contra Ion Cutelaba. Duas semanas não montam camp para estudar um ex-campeão, e o peso tem que sair dentro da mesma janela. O aviso curto castiga os dois, cada um do seu jeito. O que ele nunca fez foi encarar um nome do top 15.
Błachowicz passou o camp inteiro preparando Bogdan Guskov. Era a revanche do empate majoritário de dezembro, era a luta que ele já tinha remarcado uma vez. No dia 17 de julho, a 15 dias do evento, o UFC tirou Guskov do card para mandá-lo a Abu Dhabi enfrentar Ankalaev e entregou ao polonês um problema completamente diferente: um neozelandês de 1,93m que coloca 6,24 golpes significativos por minuto e quer os quinze minutos inteiros. São dois planos de luta opostos, e ele tem duas semanas para trocar um pelo outro. E o corpo não está em condição de improvisar. Em abril, Błachowicz rompeu o menisco no sparring e caiu do UFC 328. Voltou dois meses depois para remarcar a luta, aos 43 anos, com um joelho recém-recuperado, contra alguém cujo trabalho é castigar a perna da frente e obrigar movimentação do primeiro ao último minuto. Em março de 2025, Carlos Ulberg fez uma versão mais lenta disso em Londres e levou os três cartões por 29-28, numa luta de volume baixíssimo dos dois lados. Stirling coloca quase o dobro do que o Ulberg colocou naquela noite. Do outro lado, o neozelandês aceitou com pouco mais de duas semanas de aviso, seis semanas depois de sair de uma noite dura contra Ion Cutelaba. Duas semanas não montam camp para estudar um ex-campeão, e o peso tem que sair dentro da mesma janela. O aviso curto castiga os dois, cada um do seu jeito. O que ele nunca fez foi encarar um nome do top 15.
Verdade A
Ninguém neste card tem currículo perto do de Błachowicz. Ele venceu Israel Adesanya, Dominick Reyes, Luke Rockhold, Jacaré Souza e Corey Anderson, foi campeão dos meio-pesados e foi parado por golpes duas vezes em 42 lutas profissionais, a última em 2019. Não é um veterano para ser atropelado.
Verdade B
Só que currículo é sobre o passado. Błachowicz não tem a mão levantada desde maio de 2022, e aquela vitória veio do joelho do Rakić cedendo sozinho, não de um golpe dele. Em dezembro, aos 42 anos, Guskov quase o parou no R2. E aqui são três rounds, não cinco: não existe round final para o veterano recuperar o que perdeu.
Tale of the Tape
Quinze anos de diferença, e essa é a linha que manda na luta
Só 3 cm separam os dois: esta não é uma luta decidida por alcance
A academia do Stirling é a mesma do campeão Carlos Ulberg, que venceu Błachowicz em Londres
Vinte e duas lutas de octógono contra cinco
Momento Atual
Jan Błachowicz
UFC 323. Guskov quase o parou com um knockdown feio no R2, e o polonês virou o jogo derrubando o uzbeque nos segundos finais do R3. Um cartão de 29-28 para Błachowicz e dois de 28-28.
Empate MajoritárioUFC Londres. Volta ao octógono depois de quase dois anos parado e duas cirurgias de ombro. Luta travada, volume baixíssimo dos dois lados, e Ulberg, que era o #6 do ranking naquela noite, levou os três cartões por 29-28. Ele só ganharia o cinturão pouco mais de um ano depois, no UFC 327, em abril de 2026.
Decisão UnânimeUFC 291. Estreia de Pereira nos meio-pesados: ele subiu de divisão ainda sem ranking nos 205, meses depois de perder o cinturão dos médios para Adesanya. Luta apertadíssima decidida em cartões divididos, e Błachowicz saiu de lá reclamando publicamente do resultado.
Decisão DivididaUFC 282, cinco rounds pelo cinturão vago. Empate dividido e ninguém saiu com o cinturão. Foi a última vez que Błachowicz lutou por um título.
Empate DivididoA última vitória da carreira até agora. Rakić era o terceiro do ranking na época e o joelho dele cedeu sozinho a 1:11 do R3. Błachowicz não precisou de um golpe para vencer.
TKO R3Quatro lutas sem vencer: empate majoritário com Guskov em dezembro, derrota para Ulberg, derrota para Pereira e empate com Ankalaev. Todas apertadas, nenhuma em atropelo, e esse é o retrato exato dele hoje: ninguém passa por cima, mas ele também não vence mais. A última vitória foi em maio de 2022, e veio do joelho do Rakić cedendo no R3, não de um golpe dele. Some duas cirurgias de ombro, em dezembro de 2023 e março de 2024, quase dois anos parado, e o menisco rompido no sparring em abril de 2026, que o tirou do UFC 328. Ele já disse que quer encerrar a carreira nos próprios termos. Aos 43 anos, o queixo continua sendo o mais duro da divisão. O relógio, não.
Navajo Stirling
UFC Vegas 119. Passou perigo no R1, quando Cutelaba encaixou uma guilhotina em pé e o levou ao chão, mas o neozelandês escapou. O moldavo ainda completou outra queda no R2, e Stirling levantou na hora: foi ele quem prendeu um Cutelaba já exausto contra a grade e acabou com socos e cotoveladas aos 3:23.
TKO R2Primeira parada dele dentro do octógono. Resolveu por cima, no chão, aos 4:05 do segundo round: nocaute técnico por golpes no solo.
TKO R2UFC Perth. Quinze minutos duros contra um brasileiro forte no chão: Bellato conseguiu uma única queda, no fim do R2, e as tentativas dele no R3 falharam. Cartões de 30-27, 30-27 e 29-28.
Decisão UnânimeUFC 315. Segunda decisão seguida desde a chegada ao UFC, trabalhando por fora contra um croata durão. Antes do Tokkos ele vinha de nocaute técnico no R2 em cima de Phillip Latu, no Contender Series de setembro de 2024.
Decisão UnânimeEstreia no octógono depois do contrato conquistado no Contender Series. Venceu nos cartões sem sustos, mas longe do volume que ele coloca hoje.
Decisão UnânimeCinco lutas, cinco vitórias no UFC, e a evolução aparece no formato: três decisões seguidas na chegada, depois dois nocautes técnicos em sequência. Aceitou esta luta com pouco mais de duas semanas de aviso, seis semanas depois de parar Cutelaba. Treina na City Kickboxing de Auckland ao lado de Ulberg, Adesanya e Dan Hooker. E o aviso curto aqui é dele, não do polonês: duas semanas não dão preparação específica para estudar um ex-campeão, e ainda tem o peso para fazer dentro dessa janela. Ele mesmo contou que estava voltando de férias no Japão, em plena farra, quando o telefone tocou. A linha que falta no cartel dele é exatamente uma: um nome ranqueado.
Nivel de Competicao
Não existe oponente em comum, e o contraste de currículo é o dado mais desconfortável da luta para quem quer apostar no invicto. Todo ranking citado aqui e nos cards de lutas recentes é o do dia da luta, não o de hoje. Nas últimas cinco, Błachowicz encarou Carlos Ulberg quando ele era o #6 e ainda não era campeão, Magomed Ankalaev como #4 numa disputa de cinturão vago, Alex Pereira na estreia dele nos meio-pesados, ainda sem ranking na divisão, Aleksandar Rakić como #3 e Bogdan Guskov como #11. Stirling venceu Cutelaba, Bruno Lopes, Bellato, Erslan e Tokkos, e nenhum deles estava no top 15. O cruzamento real entre os dois é indireto: Błachowicz está 1-1 contra a City Kickboxing, academia do Stirling, tendo vencido Adesanya no UFC 259 e perdido para Ulberg em Londres. No 'contra top 5', na mesma base, o polonês está 3V-2D-1E, com vitórias sobre Dominick Reyes (#1), Aleksandar Rakić (#3) e Corey Anderson (#5), derrotas para Alexander Gustafsson (#2) e Glover Teixeira (#1) e o empate com Magomed Ankalaev (#4).
Comparacao Estatistica
Sig. Strikes por Minuto
A diferença mais grosseira da luta: Stirling coloca quase o dobro por minuto, e três rounds premiam volume
Precisão de Strikes (%)
Strikes Absorvidos/Min
Błachowicz absorve meio golpe a mais por minuto, e aos 43 anos isso pesa
Defesa de Strikes (%)
Takedowns por 15 Min
Nenhum dos dois é lutador de queda: número quase idêntico e baixo dos dois lados
Defesa de Takedown (%)
Praticamente empatados no papel, mas Cutelaba levou Stirling ao chão em junho
Submissões por 15 Min
A via de vitória que só um dos dois tem: 9 finalizações em 29 vitórias do polonês
Błachowicz lidera em 2 categorias · Stirling lidera em 5
Distribuicao de Vitorias e Derrotas
Vitorias
KO/TKO
Submissao
Decisao
Błachowicz é o mais completo no papel, e por larga margem: 9 nocautes, 9 finalizações e 11 decisões em 29 vitórias, uma divisão quase perfeita entre as três formas de vencer uma luta. Stirling é mais estreito e mais direto: 6 nocautes técnicos e 4 decisões em 10 vitórias, e nenhuma finalização na carreira inteira. Para o método isso pesa muito. O polonês tem uma via, o chão, que o neozelandês simplesmente não tem no cartel, e é justamente a via que Cutelaba deixou entreaberta em junho. Do outro lado, vale reparar como as paradas recentes do Stirling acontecem: contra Bruno Lopes ele resolveu por cima, no chão, e contra Cutelaba terminou em pé, socando e cotovelando um adversário exausto preso na grade. Nenhuma das duas veio de um golpe seco na trocação, e o caminho mais provável dele continua sendo somar quinze minutos, não achar um botão.
Derrotas
KO/TKO
Submissao
Decisao
O perfil de derrota é o melhor argumento do Błachowicz nesta luta, e o melhor argumento contra apostar no nocaute. Em 11 derrotas de carreira, só duas vieram por golpes, 18%, e a única dessas dentro do UFC foi contra Thiago Santos em fevereiro de 2019. Sessenta e quatro por cento das derrotas dele são por decisão, ou seja, quem vence o polonês normalmente vence no cartão, não apagando ele: foi o que Ulberg fez em Londres e o que Pereira fez por um ponto no UFC 291. Do outro lado não existe amostra nenhuma. Stirling está 10-0 e nunca perdeu, o que é uma credencial e ao mesmo tempo um buraco na informação: ninguém sabe como ele responde estando atrás no cartão, machucado de verdade, ou precisando da parada nos últimos cinco minutos. O mais perto disso que ele viveu foi o R1 contra Cutelaba, com guilhotina em pé e queda sofrida.
Perfil de Habilidades
Błachowicz
vs
Stirling
Striking em Distância
+3 Stirling
6,24 golpes significativos por minuto contra 3,55, com 5 cm a mais de altura para administrar a distância.
Striking em Curta Distância
+1 Błachowicz
Encostado na grade, a força e a organização do polonês ainda mandam. Foi assim que ele segurou Adesanya nos rounds finais do UFC 259.
Poder de Nocaute
+2 Stirling
6 nocautes técnicos em 10 vitórias do neozelandês, mas os dois últimos vieram de acúmulo, um por cima no chão e outro em cima de um Cutelaba exausto na grade, não de um golpe seco.
Defesa de Striking
+1 Stirling
58% de defesa e 2,62 golpes absorvidos por minuto do Stirling contra 52% e 3,14 do polonês, que foi ao chão com um golpe do Guskov em dezembro.
Grappling e Clinch
+2 Błachowicz
9 finalizações em 29 vitórias contra zero na carreira do Stirling, e Cutelaba mostrou em junho que dá para colocar o neozelandês no chão.
Experiência e QI de Luta
+4 Błachowicz
Vinte e duas lutas de octógono, cinco rounds contra Adesanya e Ankalaev, um cinturão no armário. Stirling nunca enfrentou ranqueado.
No papel a divisão é justa, três vantagens para cada lado, e é por isso que a luta não é passeio. A diferença é que as vantagens do Stirling acumulam pontos minuto a minuto, e as do Błachowicz precisam de um momento específico para aparecer: ele tem que encurtar, prender e levar para o chão. Em três rounds, quem depende de criar um momento tem menos chance do que quem só precisa manter o ritmo.
Previsao Final
A Tese
A tese é: Navajo Stirling vence porque coloca 6,24 golpes significativos por minuto contra os 3,55 do Błachowicz e tem 15 anos a menos numa luta de só três rounds, que é exatamente o formato que premia esse volume; porque o polonês chega aos 43 anos, sem vencer desde maio de 2022, com um menisco rompido em abril que o tirou do UFC 328 e com o camp desenhado para outro adversário até 15 dias atrás; e porque o plano de luta que resolve o Błachowicz já existe e nasceu dentro da academia do Stirling, quando Carlos Ulberg, hoje campeão e companheiro dele na City Kickboxing, circulou por fora em Londres em março de 2025 e levou os três cartões por 29-28 colocando bem menos volume do que Stirling coloca.
A tese é: Navajo Stirling vence porque coloca 6,24 golpes significativos por minuto contra os 3,55 do Błachowicz e tem 15 anos a menos numa luta de só três rounds, que é exatamente o formato que premia esse volume; porque o polonês chega aos 43 anos, sem vencer desde maio de 2022, com um menisco rompido em abril que o tirou do UFC 328 e com o camp desenhado para outro adversário até 15 dias atrás; e porque o plano de luta que resolve o Błachowicz já existe e nasceu dentro da academia do Stirling, quando Carlos Ulberg, hoje campeão e companheiro dele na City Kickboxing, circulou por fora em Londres em março de 2025 e levou os três cartões por 29-28 colocando bem menos volume do que Stirling coloca.
O caminho pra isso é o neozelandês passar o R1 na ponta do jab e do low kick sem aceitar o clinch, aguentar a entrada que Błachowicz sempre tenta no R2, e no R3 deixar o volume decidir os cartões.
Isso desmorona se o polonês encurtar a distância e levar a luta para o chão, onde ele tem 9 finalizações em 29 vitórias e onde Cutelaba já mostrou o caminho, encaixando uma guilhotina em pé no R1 e derrubando o neozelandês de novo no R2, ainda que Stirling tenha levantado rápido das duas vezes.
Conviccao
Convicção 5, capada de propósito, e o motivo é estrutural. A ressalva de calibre é de dois pontos e não é detalhe: Błachowicz construiu os números dele contra Ankalaev, Pereira, Ulberg e Rakić, calibre 4, enquanto Stirling construiu os dele contra Tokkos, Erslan, Bellato, Bruno Lopes e Cutelaba, calibre 2, e nenhum desses cinco estava no top 15. Isso é o oposto de uma amostra confiável, e um gap desse tamanho normalmente inverte a escolha. O que me faz manter Stirling mesmo assim são quatro evidências específicas desta luta, que não dependem de calibre nenhum: a diferença de idade, 43 contra 28; o menisco rompido em abril de 2026 que tirou Błachowicz do UFC 328; a troca de adversário a 15 dias do evento depois de um camp inteiro montado para Guskov; e o precedente do Ulberg, que é o mesmo tipo físico, a mesma escola técnica e o mesmo grupo de treino. Nenhuma delas exige que Stirling seja melhor do que já mostrou, só que ele repita o que já faz. Do outro lado tem um débito que eu não vou maquiar, e ele é do neozelandês: o aviso curto é dele. São pouco mais de duas semanas, seis semanas depois de uma noite dura contra Cutelaba, sem preparação específica para um ex-campeão e com o peso saindo dentro da mesma janela. Isso é o que segura a convicção em 5 e o que me impede de subir a probabilidade dele. E registro como ressalva, não como argumento, que aqui eu estou do mesmo lado do mercado: a luta abriu com Stirling favorito, segundo o artigo de odds de abertura do MMA Odds Breaker de 25 de julho, e a linha só se alargou desde então. O que me separa do mercado é o tamanho do número, não o lado, e o tamanho é o suficiente:, preço da Yahoo Sports em 27 de julho, a conta pede quase 77% para Stirling, e o diz 75%. Eu o tenho em 57%. Ou seja, eu escolho o neozelandês e ainda assim acho o preço dele caro.
O Que Derruba Essa Pick
- 01
Se Błachowicz encurtar e prender Stirling na grade nos primeiros três minutos do R1, a tese do volume morre ali: Cutelaba derrubou o neozelandês duas vezes em junho, e todo segundo preso na grade é volume que Stirling não coloca.
- 02
Se Stirling for parar embaixo, mesmo que por escolha, a tese cai: Cutelaba encaixou guilhotina em pé nele em junho e Błachowicz tem 9 finalizações em 29 vitórias.
- 03
Se o joelho aguentar e o polonês acertar low kicks limpos cedo, a mobilidade de 1,93m do Stirling encolhe e a conta dos três rounds vira outra.
- 04
Se Stirling entrar afobado atrás do terceiro nocaute seguido por ser a maior chance da carreira dele, entrega justamente a distância curta que Błachowicz procura, e o polonês é contragolpeador: derrubou Guskov nos segundos finais do R3 aos 42 anos.
Caminho do Azarao
Błachowicz aceita perder o primeiro round em pé e usa os cinco minutos para medir o tempo do jab do Stirling, exatamente como fez contra Guskov em dezembro. No R2 ele entra pela lateral em vez de vir em linha reta, prende o neozelandês na grade e força o clinch prolongado, onde a força física dele ainda é de ex-campeão. Dali é queda, chão e a busca do mata-leão ou da chave de braço. Cutelaba derrubou Stirling duas vezes em junho e não conseguiu segurá-lo embaixo em nenhuma delas: o serviço do Błachowicz não é conseguir a queda, é impedir que o neozelandês levante. Se ele não finalizar, rouba o round no tempo de domínio e repete a fórmula no R3, transformando a luta numa disputa feia que os juízes têm que decidir no critério, terreno onde a experiência dele vale muito mais do que a do outro. Se levar a luta para lá em qualquer um dos três rounds, ele vence, porque não existe nada no cartel do Stirling que mostre que ele resolve isso contra alguém desse nível.
Condicoes Necessarias
- Encurtar a distância pela lateral dentro dos primeiros cinco minutos, sem entrar em linha reta na ponta do jab do neozelandês
- Prender Stirling na grade, completar pelo menos uma queda por round e principalmente segurar o neozelandês embaixo, coisa que Cutelaba não conseguiu em nenhuma das duas quedas de junho
- Aguentar o low kick sem que o joelho rompido em abril limite a troca de peso e a base para a entrada de queda
- Fazer com que os juízes tenham que escolher entre volume e domínio, e não entre volume e nada
— Precedente: Błachowicz vs Israel Adesanya, UFC 259 (março de 2021): outro striker da City Kickboxing, mais alto, mais rápido e de volume muito maior, e o polonês venceu por decisão unânime justamente encurtando a distância, levando para o chão e dominando os rounds finais. É o mesmo problema estilístico, quinze anos mais novo.
Veredito
Vencedor
Navajo Stirling
Metodo
Decisão
Mais Provaveis
- 01
Como termina (qualquer lutador)
A luta vai à decisão
Decisão porque Błachowicz foi parado por golpes uma única vez em 22 lutas de UFC, em 2019, e só duas vezes nas 42 profissionais; além disso, quatro das últimas cinco dele foram aos cartões, e três das cinco de Stirling também. O mercado vai inflar o preço da decisão por causa dos dois nocautes técnicos recentes do neozelandês, como se fossem regra, e não são. Desmorona se o joelho do polonês travar cedo e ele virar alvo parado.
- 02
Método
Stirling por decisão
É a expressão mais limpa da tese: volume acumulado nos três rounds sem precisar de um momento de impacto. Stirling já venceu quatro vezes nos cartões, e as duas paradas dele vieram de acúmulo, uma por cima no chão e outra em cima de um Cutelaba exausto na grade, não de um golpe seco. Sem preço publicado e com o mercado no neozelandês, isto é leitura, não aposta de valor. Desmorona se Błachowicz roubar dois rounds no tempo de domínio.
- 03
Vencedor azarão
Jan Błachowicz
A, o preço publicado pela Yahoo Sports em 27 de julho, o mercado dá 28% ao polonês, e eu o coloco em 40%. É o único preço do quadro com margem de verdade, e ele engordou justamente porque a linha se alargou desde a abertura no neozelandês. O preço varia de casa para casa, então garimpe a ponta mais longa antes de entrar. O caminho dele é concreto: clinch na grade, queda e chão, onde o neozelandês tem zero finalizações na carreira e onde Cutelaba já o derrubou duas vezes em junho. É o único item aqui que aponta contra a minha própria escolha, e está no quadro por preço, não por leitura: stake pequeno. Desmorona se o joelho rompido em abril não permitir a entrada de queda.
O Mais Provavel
A luta vai à decisão
Com convicção 5 eu não pago caro em ninguém, e este é o único lugar da linha que não exige acertar o vencedor. O ponto onde a minha tese e a do azarão concordam é que os quinze minutos terminam com os dois de pé: Ulberg não parou Błachowicz, Guskov derrubou mas não parou, e Stirling nunca precisou provar poder contra um queixo desse nível. É a leitura mais sólida da análise inteira.
Stats Que Importam
1
vez que Błachowicz foi parado por golpes dentro do UFC
Thiago Santos, fevereiro de 2019. Nenhuma outra nas outras 21 lutas de octógono. Na carreira profissional inteira, 42 lutas, são duas
ZERO
oponentes ranqueados no cartel inteiro do Stirling
Cutelaba, Lopes, Bellato, Erslan e Tokkos: nenhum deles estava no top 15
15 dias
de aviso desde a troca de adversário, anunciada em 17 de julho
Błachowicz treinou o camp inteiro para Bogdan Guskov
Armadilha
Stirling por nocaute antes do terceiro
É a aposta que o público vai correr para fazer, porque as duas últimas do neozelandês terminaram em nocaute técnico no R2 e o adversário tem 43 anos. Só que Błachowicz foi parado por golpes duas vezes em 42 lutas profissionais, e a única dentro do UFC foi contra Thiago Santos em fevereiro de 2019. Ulberg, que é o teto desse arquétipo e hoje é o campeão da divisão, não conseguiu nem balançar o polonês em quinze minutos em Londres. Guskov o balançou feio em dezembro e ainda assim viu Błachowicz derrubá-lo no fim do R3. Pagar preço de finalizador contra um dos queixos mais testados dos meio-pesados é a armadilha da noite.
É a aposta que o público vai correr para fazer, porque as duas últimas do neozelandês terminaram em nocaute técnico no R2 e o adversário tem 43 anos. Só que Błachowicz foi parado por golpes duas vezes em 42 lutas profissionais, e a única dentro do UFC foi contra Thiago Santos em fevereiro de 2019. Ulberg, que é o teto desse arquétipo e hoje é o campeão da divisão, não conseguiu nem balançar o polonês em quinze minutos em Londres. Guskov o balançou feio em dezembro e ainda assim viu Błachowicz derrubá-lo no fim do R3. Pagar preço de finalizador contra um dos queixos mais testados dos meio-pesados é a armadilha da noite.
COLISEUM - Analise estatistica e tatica. Dados baseados em ufcstats.com e fontes publicas.
Jan Błachowicz vs Navajo Stirling | UFC Fight Night: Medić vs Rodriguez | 1 de Agosto, 2026 | Belgrade Arena, Belgrado, Sérvia
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